terça-feira, fevereiro 03, 2009

The two trees

Por William Butler Yeats, poeta irlandês

Beloved, gaze in thine own heart,
The holy tree is growing there;
From joy the holy branches start,
And all the trembling flowers they bear.
The changing colours of its fruit
Have dowered the stars with merry light;
The surety of its hidden root
Has planted quiet in the night;
The shaking of its leafy head
Has given the waves their melody,
And made my lips and music wed,
Murmuring a wizard song for thee.
There the Loves a circle go,
The flaming circle of our days,
Gyring, spiring to and fro
In those great ignorant leafy ways;
Remembering all that shaken hair
And how the wingèd sandals dart,
Thine eyes grow full of tender care:
Beloved, gaze in thine own heart.

Gaze no more in the bitter glass
The demons, with their subtle guile,
Lift up before us when they pass,
Or only gaze a little while;
For there a fatal image grows
That the stormy night receives,
Roots half hidden under snows,
Broken boughs and blackened leaves.
For all things turn to barrenness
In the dim glass the demons hold,
The glass of outer weariness,
Made when God slept in times of old.
There, through the broken branches, go
The ravens of unresting thought;
Flying, crying, to and fro,
Cruel claw and hungry throat,
Or else they stand and sniff the wind,
And shake their ragged wings; alas!
Thy tender eyes grow all unkind:
Gaze no more in the bitter glass.

[Vê em teu coração, amada,/Ali a sagrada árvore cresce;/Da alegria brotam os ramos sagrados,/E todas as flores tremulantes que eles portam./As cores cambiantes de suas frutas/
Legaram às estrelas a espirituosa luz/A fortaleza de sua raiz oculta/Quieta na noite se plantou;/A vibração de sua copa de folhas/Deu às ondas sua melodia,/E casou meus lábios à música,/A murmurar a ti uma canção mágica./À sua volta os Amores fazem um círculo,/Os ardentes círculos de nossos dias,/Girando, rodando, pra frente e pra trás/Naqueles grandes caminhos de folhas ignorados/Lembrando aqueles cabelos tremulantes./E como as sandálias aladas se lançam,/Teus olhos crescem cheios de ternura:/Vê em teu coração, amada.///Não vejas mais na amara lente/Os demônios, com seus hábeis ardis,/Levantam-se ante nós quando passam,/Ou vê apenas por um breve momento;/Para isso, uma imagem mortal se faz/Que recebe a noite tempestuosa,/Raízes meio ocultas sob a neve,/Galhos quebrados e folhas enegrecidas./Porque tudo se torna ermo/Nos vidros trevosos que os demônios seguram,/O vidro de uma moda alienígena,/Feitos quando Deus dormia nos remotos tempos/Lá, pelos ramos quebrados, vão/Os corvos de alma incansável;/Voando, chorando, pra frente e pra trás,/Garra cruel e garganta faminta,/Ou então eles param e inspiram o vento,/E balouçam suas rotas asas, que pena!/Teus olhos ternos se enchem de maldade:/Não vejas mais na amara lente.]

Um comentário:

Cristiano Knapp disse...

I´m against it!