quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Guerra antiga. Guerra nova.

É a guerra. E é a paz do mau augúrio,
que brotará no fim, quando esquecido
dessa memória injusta o corpo ido
do guerreiro que morre em campo fúrio.

Talvez não fosse, fosse o poeta lido,
o que dá ao morto a glória no perjúrio
ao fim brotada em paz de tempo espúrio
que assim se engana até novo conflito.

Mas fosse ao menos guerra... É a chacina.
É a paz que jamais brota, que mal veio,
é um homem a morrer e um que extermina.

E é sem rosto a cair no morticínio
e é sem nome a matar no bombardeio.
Sem poeta que canta no extermínio.

Um comentário:

Cristiano Knapp disse...

Massa bagaraio!