sexta-feira, setembro 18, 2009

O outro azul

Tudo em ti traz o traço humano e vivo:
Teu rosto chora, ri teu rosto e grita,
O cabelo ondula, toca o ombro e salta
E cai na boca, e a boca morde e vibra;

Até mesmo o inorgânico olho azul
De água e pedra dura, atroz safira,
Azul de infinito céu, de céu já morto
De morte absoluta, azul e linda.

Nestes olhos se vê morte, a loucura
De Ismália amanhecida entre suas luas
No vôo azul do mar, profundo mito.

Ironia serena do tom vivo!
Azul é a cor da morte, coisa humana,
Que teu olho de minfeliz reclama.

5 comentários:

Cristiano Knapp disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe disse...

Mas teu cabelo não ondula.

Cristiano Knapp disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jozieli disse...

Esses olhos azuis são do tipo dos que quando nos miram parecem miragem? Ao menos não são de ressaca, obliquos e dissimulados, como os meus. hahaha

E sim, as vezes custamos a acreditar na vida real. Geralmente isso acontece quando as coisas são demasiadas boas, tão boas que se tornam surreais, frágeis, de uma fragilidade que escorrega pelas mãos e puff, viram pequenos pedaços de nada, como a morte depois que nos beija.

Enfim aos fins,lindo poema.

Aline P. disse...

Minha cor da morte é verde.