domingo, julho 19, 2009

Mulher persa

o ar balança...................
...................mãe que nina
o preto pano...................
.....................que se rasgou

lentamente............
...................docemente
fragment..........
....................ariamente
pousa longe
dorme enfim
ao sol do Irã

não a concebo
agora assim de
costela persa
- seus olhos negros
seu trecho trigueiro
de pele entrevista:
o lenço rasgou

antes de tudo
e agora mulher;
da mulher faço
o olho...........
.......... a face
a forma........
..........a voz
o sério
o farsi
o belo semblante
de Teerã

outro é o pano que não se rasga
distante assim
é o oceano
quem ora a cobre;
e de marés e vagas
inda mais fortes
é o mundo
é a língua
é ela, mais ela
não olhos: mulher

Um comentário:

Daniel F. Ribeiro disse...

Irã tá na moda, né? :P

Enfim, gostei do poema. Um pouco diferente dos outros, né?

E nunca sei comentar poesia em blogs. Penso muita coisa, mas sempre me retenho no "gostei do poema".