terça-feira, abril 26, 2011

Sobre a solução para a humanidade

Senhores, estive a dois dedinhos de encontrar a solução para a humanidade, mas a epifania deixou-se perder quando topei com o mindinho do pé no pé da mesa. Foi-se um dos dedinhos e restou uma ponta solta no fio da meada.

Entre mortos e feridos, no entanto, ficam-se os anéis. Já sabemos, pelo menos, porque não desprezamos jamais o acaso, que qualquer solução para a humanidade deve inevitavelmente passar pela gradual eliminação de pés de mesa e quinas em geral.  E, não lembro por quê, nas elocubrações que desenvolvia a eliminação deste instituto chamado a noite curitibana afigurava-se também bem proseável.

2 comentários:

Cristiano Knapp disse...

Escreve agora em aforismos?

Felipe disse...

Não! São desaforismos; que Pascal é sério, mas eu sou mais. São também capítulos de um romance meio epistolar meio de memórias que se chamará Reflexões à alcova de um escrivão metido a Ponte Grande.